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Cintia atua na área de Center for Business Knowledge Ernest & Young. ----------------------------------------------------------------------
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A aluna Cintia Rosanova Sebastiani Faccin fala sobre como é sua atuação com a Gestão do Conhecimento na Ernst Young
Quais são suas rotinas de trabalho e de pesquisa de informações?
Há quatro anos faço parte da área de pesquisa e análise do Center for Business Knowledge (CBK) da Ernst Young (EY), uma empresa multinacional de auditoria e assessoria pertencente ao grupo das líderes globais em seu segmento de atuação, as chamadas BIG4. No Brasil, a área atende toda a estrutura da América do Sul e contribui com os escritórios de outros países na conquista de clientes globais.
A grande preocupação do CBK é promover uma cultura de disseminação do conhecimento entre as equipes de trabalho, para que tenham maior embasamento na identificação de oportunidades de negócios, bem como, maior poder de argumentação frente ao cliente.
Minha rotina de trabalho consiste na busca e análise de informações secundárias de indústrias e empresas, além do acompanhamento do posicionamento da EY frente aos competidores.
Para facilitar o acesso a fontes secundárias confiáveis, a EY possui contratos globais com grandes provedores de informação.
De que forma as disciplinas atuais da BBS estão auxiliando na sua rotina de trabalho, em seus projetos? Por enquanto só cursei quatro disciplinas na BBS: Contabilidade, Marketing, Liderança e Análise Financeira. As que têm maior aplicabilidade direta na minha rotina de trabalho são contabilidade e análise financeira, pois é preciso interpretar a saúde financeira de uma empresa para melhor avaliá-la e até para estabelecer um comparativo frente aos concorrentes.
Por outro lado, liderança e marketing ensinam coisas que são válidas para o dia-a-dia. Como se posicionar em uma apresentação, como apresentar um projeto de forma atrativa, como negociar um aumento salarial ou uma mudança de cargo.
Hoje é muito importante saber selecionar informações, resumi-las, extrair o que há de melhor, como você faz isso em suas pesquisas? (quais as dicas que você daria aos colegas?)
Realmente é primordial saber onde buscar e como agrupar as informações de maneira coesa e coerente. Muitas vezes as notícias apresentam dados incompatíveis, que devem ser validados com associações setoriais ou com a assessoria de imprensa da empresa. Até mesmo as informações que as companhias disponibilizam em seus websites podem estar desatualizadas.
Portanto, a dica que fica aqui é nunca confiar na primeira informação que aparecer. Tenha espírito investigativo e compare todo o conteúdo que conseguir reunir, para então, fazer a sua análise.
Você leu ou está lendo algum livro que te ajuda na sua carreira?
Costumo ler artigos na Internet. Existe a Associação Brasileira de Gestão do Conhecimento (http://www.portalsbgc.org.br/sbgc/portal/) que possui bastante informação sobre o assunto.
Como você encara a gestão do conhecimento hoje, você já atuava nesta área antes ou como passou a se informar mais a respeito?
Como iniciei minha carreira na área de consultoria de marketing, esta parte de busca e análise de informações primárias e secundárias parece estar no meu sangue. Gosto muito de fazer isto e encaro o acesso a informações estruturadas como um valioso diferencial estratégico para qualquer profissional.
É válido observar que a gestão do conhecimento não trata apenas deste trabalho que realizo, envolve também tecnologias e sistemas de informação que dêem apoio à comunicação e à troca de idéias e experiências dentro da empresa. A própria EY possui diversas bases para o compartilhamento de dados.
A gestão do conhecimento, em minha opinião, é muito importante para a diferenciação em relação à concorrência e para a sobrevivência sustentável, e tende a ganhar maior valor dentro das organizações.
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