Nestas duas matérias sobre o perfil de alunos formados na BBS, vamos falar como o empreendedorismo e a liderança podem ser aplicados dentro das empresas e da criação de um negócio próprio.
Os alunos Marcelo Tringoni e Cláudio Villas Boas viram estes conceitos se tornando realidade em suas carreiras e, o que é mais importante, com sucesso!
Na turma de 2003...
O aluno da BBS Bruno Fonseca comenta em 2003 com o amigo Marcelo Tringoni sobre seu curso de MBA. Tringoni tinha terminado sua pós-graduação em Marketing e achou que seria uma boa idéia fazer um MBA.
Dois anos depois do curso, após 9 anos atuando numa empresa de administração de condomínios na área comercial, Tringoni decide abrir sua própria empresa. Parece que tudo acontece de repente numa trajetória de carreira e que aqueles conceitos de sala de aula vão ficar longe da rotina de quem se forma; mas a verdade é que as mudanças vão sendo construídas aos poucos, de aula em aula, uma anotação aqui outra ali, a dica do professor, o contato do colega e foi assim, sem passe de mágica, que esse aluno montou sua própria empresa, a Agile.
“Entrei 2003 por indicação do Bruno Fonseca, meu amigo, eu tinha acabado de fazer uma pós em marketing e dei sorte com os amigos de turma na BBS; com o tempo criamos um entrosamento grande e quando surgiu o momento da escolha de foco, optamos por empreendedorismo”; e assim que a história tomou rumo nas palavras de Tringoni.
Quatro alunos, dois trabalhos, uma empresa em 2004
Eram quatro alunos, mas os professores de gestão de novos negócios, Rodrigo Rivera e James Hunter haviam indicado apenas 3 alunos para cada projeto. Os amigos tiveram uma idéia e a propuseram aos professores:
“Eu, o Franco, o Andrew, o Nilson e o Mário queríamos fazer o mesmo projeto, que era uma administradora de condomínios, chamada Alora, mas como havia essa questão do número de alunos, lançamos a seguinte proposta: nós faríamos dois trabalhos/projetos nesta área – um a Alora e outro, que seria uma segunda empresa chamada Gruppo, cujo business era ser uma carteira de empreendimentos para pequenos investidores tornarem-se incorporadores”.
Nesta mesma época ocorriam várias mudanças na empresa na qual Tringoni atuava e o aluno começava a pensar na hipótese de ser executivo de seu próprio negócio. Da vontade para a idéia, da idéia para a realidade estamos no final de 2004. Projeto concluído em dezembro, empresa pronta em março, a Agile começava no mercado de administração de condomínios no dia 04 de abril.
“Uma coisa é o Business Plan imaginado, aquele que se apresenta na aula, aliás fomos muito bem no trabalho, outra é montar a empresa. O conceito vale e muito como uma direção; mas o ponto chave do empreendedor é a hora de trocar o certo pelo incerto; no meu caso a busca pelo desafio e por novas perspectivas de carreira alimentaram meu sonho; mais do que a idéia do risco”, relata Tringoni.
Lição de casa:
Muito bonito ter sonhos, mas e o investimento e a organização da empresa, por onde começar? Tringoni fez bem de escolher uma área na qual já atuava; essa é uma dica para o pequeno empreendedor – não se distanciar muito daquilo que sabe fazer melhor – e manteve atualizado seus antigos contatos na empresa anterior; networking, é claro!
Para garantir investimento e caixa, ficou trabalhando até abrir a empresa em dezembro de 2004, fazia dois períodos, no trabalho e em seu escritório em casa; e economizava pensando numa margem de poupança de seis meses a um ano, de forma a se manter, mesmo sem salário fixo, e sem mexer no capital da nova empresa.
Difícil? Muito puxado? Bem se olharmos os números de mortalidade das pequenas empresas brasileiras veremos que ele fez a lição de casa certinho.
“O maior problema hoje das empresas que abrem e fecham é a questão do retorno; não é possível ter esse retorno rapidamente a tempo de se manter, é preciso esperar a empresa amadurecer, se estruturar, e continuar investindo; daí vale a poupança para não tirar do caixa da empresa”.
Bons contatos mantidos, vontade e rapidez, a Agile hoje com um ano, espera chegar ao médio porte no final de 2006; com o desafio de adquirir clientes na área de incorporação e manter a credibilidade, mesmo sendo nova, num segmento de mercado um tanto avesso a novidades.
“Hoje administramos condomínios, residências, projetos comerciais e loteamentos em São Paulo e interior, como em Jundiaí, por exemplo. A proposta é expandir para o exterior via grande clientes e contatos para incorporação”.
Tomara que esse sucesso dependa somente deste aluno do MBA BBS, que acreditou no risco e foi atrás de um projeto novo de vida.
A Agile é:
Marcelo Tringoni – Diretor, Comercial e Marketing; Arthur - Operacional; 30 anos atuando no mercado de administração de condomínios; Luciano – Jurídico.
www.agile.adm.br
Enquanto isso, no Rio de Janeiro ...
Depois de dois anos de aulas no MBA aos sábados e preparando seu TCC, o aluno Cláudio Vilas Boas decide mudar de cidade e vai para o Rio de Janeiro.
Claro, vocês devem estar pensando, agora ele está mais tranqüilo, pode tirar umas férias, sair de São Paulo. Nada disso, podem esquecer o clima de férias.
Cláudio Vilas Boas atua numa área que afeta a vida de muita gente, e estamos falando de um dos segmentos que mais crescem em termos de oportunidades de empregos em todo país – telecomunicações. Ele é gestor de obras, custos e investimentos de uma das maiores operadoras multinacionais de telefonia, isso para todo o Brasil.
Mas como é essa rotina? Cláudio fala com uma outra equipe na Itália para aprovação de grandes orçamentos da rede; reporta-se ao Diretor de Negócios Internacionais italiano e verifica quais as obras que serão aprovadas nas 8 regionais que comanda.
“ Por exemplo, sabe aquele trecho de uma estrada sem cobertura que precisa de um equipamento, precisa de um novo edifício para instalação do tal equipamento novo, que faz você falar daqui com uma universidade em Recife, então é essa a minha rotina, fazer cuidar da obra para que essa comunicação aconteça!”
Não nos damos conta de que alguém está por trás de tanta infra-estrutura para que possamos conversar ao telefone; e Cláudio ainda precisa ver se isso é viável em termos de demanda e tráfego de informações entre os estados brasileiros. Esse trabalho de bastidores do Cláudio acontece em oito regionais da operadora onde ele atua: Rio Grande do Sul, Paraná/SC, São Paulo, Centro-Oeste, Nordeste, Rio de Janeiro, Norte e Leste (englobando Minas Gerais e Bahia)
Mas antes, em São Paulo... ( na mesma empresa de telefonia...)
Cláudio coordenava uma equipe de 13 profissionais, em todo o estado, ele era o que se chama em telecomunicações de Gerente de sites e gestor de equipe, os sites são literalmente os pontos onde serão implantados os serviços de telefonia “Era uma coordenação de pessoas imensa, pois havia além da equipe a interação com prefeituras e uma abrangência de mais de 2 mil elementos de rede; além da manutenção dos sites instalados”, enfatiza. O engenheiro de telecomunicações, de formação, lidava com perfis diversos de profissionais, ora, um assunto típico das aulas de Liderança na BBS, “ o MBA me proporcionou entender áreas como a de marketing que antes pareciam distantes da minha realidade; mas com as quais tenho que lidar todos os dias para a aprovação de projetos na Itália”.
E nas aulas de Liderança
Cláudio comenta que nas aulas de liderança ele, os colegas e a professora Irene falavam do quanto é difícil para um técnico entender o ponto de visto do outro de marketing e este entender o profissional de orçamentos; são linguagens diferentes, diferentes interesses em jogo, e só ganha quem lidera, é claro na exposição da estratégia e a ‘vende’ bem para sua equipe, “o xis da questão, comentávamos nas aulas, é você ser gestor, em tudo”; isso é intraempreendedorismo, gerenciar ações dentro da empresa, pensando na sua carreira também.
“Vou dar um exemplo muito nítido para mim sobre essa questão das linguagens, hoje se a minha empresa, na área de marketing quer realizar uma promoção; isso deverá gerar tráfego entre regiões, em tal época do ano, será então que eu preciso ampliar minha infra-estrutura? E o custo da obra? Será que a promoção vale ou não a pena para a empresa?”.
“Nisso o MBA me deu ferramentas, em finanças, marketing, contabilidade para eu olhar para o planejamento de marketing, ‘traduzir’ e proporcionar uma solução viável entre as áreas, unificar a comunicação; não havia essa visão global em mim antes do curso”.
Hoje Cláudio, além de suas ‘traduções’, vai montar uma nova equipe com variados perfis de profissionais no Rio, começando por 3 vagas em gerência de projetos, alguém se habilita?
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